Arquivo de Fevereiro, 2010

we are “a” family

Posted in Uncategorized with tags on 17/02/2010 by drmaybe

Está tudo dito no post do Tiago Ramalho. Achei curiosas as bandeiras negras e as saudações de braço esticado, assim como uma revisitação ao passado, uma viagem temporal elucidativa de quem são as pessoas que acham democrático votar a liberdade dos outros. Eu por mim também voto, por exemplo, a concordata e toda a descrição de casamento no Código Civil.

video cortesia do terrorista
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a cruzada

Posted in Uncategorized on 08/02/2010 by drmaybe

Não consigo aceitar que a resposta a radicalização islâmica possa ser a radicalização de posições como a proibição de minaretes e uso individual de sinais exteriores de religiosidade, mesmo quando estes são extremos. Conseguiremos sempre encontrar paralelismos confrontando a nossa cultura com a dos outros. À burqa podia-se contrapor por exemplo  a auto-flagelação, que no mundo cristianizado é, apesar de muitos acharem um mediavialismo, aceite sem grande discussão. Lembro-me agora das procissões de Páscoa que são transmitidas de locais remotos como as Filipinas.

Os muçulmanos não são todos extremistas e nós não podemos ser todos cruzados. A restrição à livre manifestação de religiosidade não pode ser a resposta a extremismos. A liberdade religiosa é um direito, e digo isto contra mim que fui apontado, ostracizado e insultado por me identificar como ateu em países muçulmanos, mas também cristãos.

A situação de uma mulher que usa a burqa contra vontade será mais facilmente combatida quanto mais ela se puder movimentar na sociedade e a informação lhe chegar. Num país onde a burqa seja proíbida, além de uma provocação evidente, o mais certo é a mulher que é obrigada a usá-la deixar de poder saír de casa, ficando logicamente mais isolada.

Creio sinceramente que a informação, a discussão e a liberdade são os caminhos para quebrar os ciclos violentos que se adivinham. O afastamento dos Talibans no Afeganistão não deram mais direitos às mulheres afegãs e a “imposição da democracia” no Iraque prejudicou a situação da mulher Iraquiana.

Assim não acredito em proibições inuteis – se um dia uma parte significativa da população Suíça for muçulmana ninguém se vai importar com uma lei anacrónica, e a maioria da população francesa muçulmana não tem como raíz cultural o uso da burqa.

Aqui fez-se a separação da igreja e do Estado, não se acabou com  a Concordata, bem sei que não temos um complexo colonial por parte de países muçulmanos, mas além do César das Neves não temos fundamentalistas perto do poder. Tudo sem proibir.